Versando sobre meu processo de criação artística, segue o link para entrevista concedida à Talitha Motter, para o blog Diálogos, da galeria Aura:
Diálogos
Versando sobre meu processo de criação artística, segue o link para entrevista concedida à Talitha Motter, para o blog Diálogos, da galeria Aura:
Revista Dasartes # 45
Garimpo – Michele Martines,
texto de Elisa Maia.
“Tobias”, “Renato” e “Miguel” pertencem à
série de pinturas intitulada “Abuso”, de Michele Martines. Cada uma das telas,
batizada com um nome próprio, exibe uma figura masculina em uma situação que
remete aos anúncios publicitários. Para compô-las, Michele parte de imagens
fotográficas pesquisadas na internet, mesclando-as e manipulando-as de forma a
alterar as legendas, as cores e padronagens de acordo com a proposta de cada
trabalho. Com a referência em mãos, a artista parte para a pintura, meio que
define como um “amor verdadeiro” - “sempre senti prazer no fazer
manual, em misturar cores, arrastar o pincel sobre a tela e vencer o desafio da
imagem”, conta.
Ao pintar corpos de homens, Michele parece
inverter a lógica da extensa iconografia na qual a mulher figura como objeto do
olhar masculino. Desde as pinturas renascentistas até as campanhas
publicitárias, que lançam mão de corpos atraentes como elementos centrais de
persuasão, predominou uma relação na qual o homem participa como o sujeito que
olha, enquanto a mulher, cuja imagem foi associada às noções de beleza, graça e
suavidade, comparece como objeto deste olhar. A artista conta que a série Abuso
foi então motivada por um questionamento - “por que a beleza física do corpo
masculino ainda é tão pouco explorada na pintura?”
meu ano sabático
Eu, que costumo ser mais na minha do que falante, tive em 2015 meu ano mais solitário e introspectivo. Do mar aos Pampas, 50 dias num convento, muitos dias no atelier: pintura, música e reflexão. Aprendi ensinando. Sem exposição. Na última semana do ano ajudei uma criança de 5 anos a montar um cavalete. Ele fez seu desenho inaugural e narrava os significados. Uma limusine com muitas portas, para caber toda a família. Transformou-se em um ônibus espacial que ia levar todos os familiares para outro planeta: o planeta onde a gente perde o medo. Me tocou porque é ponto crucial de meu período reflexivo. Alguns medos devem ser deixados. Medos infantis. 2015 foi o ano de livrar-me do medo.
Pequenos Soluções / Distâncias V - fronteiras
Pequenas Soluções, 10 x 20 cm,
tinta acrílica sobre papelão e espuma, 2015.
Artistas: Daniel Vêrsa, Leila Cesarino, Luisa de Leonardis, Jader Santini,
Marçal Rodrigues, Michele Martines, Noemi Cavalheiro, Osmar Santos.
Marçal Rodrigues, Michele Martines, Noemi Cavalheiro, Osmar Santos.
Sala de Cultura de Santana do Livramento
A Carta
Projeto realizado em conjunto com a artista Patriciane Born.
Link para a entrevista concedida a TV Cultura do Vale sobre a primeira versão
da exposição "A Carta", realizada na Estacão da Cultura.
Imagens da Exposição A Carta, realizada na Galeria da Fundarte,
curadoria de Renata Santini.
Michele Martines e Patriciane Born.
Montagem de 1939, desenho e colagem.
Vai com Deus, pintura e fotografia.
Proposta educativa: escrevendo cartas.
Sem título, acrílica s/ tela, 60 x 100 cm, 2013.
[R.A.T.] Residencias Artísticas por Intercambio - México DF
Na França conheci a Amitla, minha querida amiga mexicana. Com o grupo Heptagone, que lá formamos, planejamos realizar uma série de exposições. Apenas os trabalhos iriam. Mas para o México eu tinha que ir, essa viagem eu já havia estabelecido como certa. Amitla me apresentou o programa R.A.T. e a possibilidade de realizar uma residência artística na Cidade do México, o que me possibilitaria ficar mais tempo e desenvolver um trabalho artístico. Os quartos oficiais da residência estavam em reformas, assim eu fiquei alojada na casa de uma das coordenadoras do programa, Dana, antropóloga. O outro idealizador da proposta é Sergío, arquiteto, extremamente engajado na causa. A casa de Dana era bastante longe da sede do R.A.T., o que me obrigava a caminhar um tanto e usar o metrô diariamente para fazer esse deslocamento. O aparelho fotográfico estava sempre pendurado no meu pescoço. Sou do interior e quase sempre me esqueço que lugares como São Paulo e Cidade do México não são minha pequena Montenegro. Mas que prazer é andar para se perder numa cidade desconhecida... Na Cidade do México aconteceu algo importante, pois até então eu pintava o cotidiano doméstico, meu olhar direcionou-se para a rua. A Cidade do México reúne uma infinidade de museus. Eu amo visitar museus. Mas o tempo que não estava no atelier, passava geralmente andando pelas ruas. Pegava o metrô e ia pra qualquer lugar observar e sentir. Saí do eu e fui para o outro. Os outros. NósOtros.
7 Relatos . H e p t a g o n e
Heptagone es un grupo de artistas que se conocen en el Centre d'Art - Marnay-Art-Centre (Camac), lugar situado a una hora de París, en la región de Champagne-Ardenne, Francia. Luego de convivir durante el mes de agosto del 2011, toman la decisión de formar un grupo; partiendo de sus lugares tan distintos y utilizando herramientas diversas, logran conformar un proyecto que confronta tanto a los medios como a las diferentes perspectivas que tiene cada artista.
Este colectivo internacional se integra por una escritora y seis artistas visuales: Sara Al Nuami (Emiratos Árabes Unidos); Michele Martines (Brasil); Emma Rochester (Australia); Natalie Ross (Estados Unidos); Melita Greenleaf (Estados Unidos); Amitla Cuacuas (México) y Seungjae Shin (Corea del Sur).
Heptagone destaca como uno de sus objetivos principales el exponer en el país de cada integrante, manteniendo un tema diferente en cada muestra artística. Este recorrido permitirá descubrir un poco de cada lugar y nutrirá al grupo en sus distintos viajes. De esta manera, el espectador podrá descubrir no solo una diversidad de culturas sino de medios, pasando por el dibujo, pintura, escultura, video, instalación y las letras.
Presisamente la diversidad es el eje central del grupo, teniendo como propuesta la elección de un tema en conjunto y trabajando preguntas relacionadas a la cultura contemporánea, al ofrecer sus diferentes visiones y experiencias.
Se tiene previsto que el proyecto concluya en el mismo sitio donde empezó. Así, la última exposición que tendría Heptagone será en el lugar donde se dio el primer encuentro (Francia). En total se planean siete exposiciones, en siete países, dando una vuelta al mundo de sus integrantes y sus diferentes culturas, cargados de nuevas experiencias.
De acuerdo con Stefanie Hamaekers, coordinadore de exposiciones de la UAEM, se trata de una muestra vanguardista, que contiene una mezcla muy diversa pero al mismo tiempo armónica de arte minimalista, figurativo y abstracto, con técnicas tan distintas como la pintura, collage, dibujo, acrílico e impresiones digitales", señala.
La muestra 7 Relatos del colectivo internacional Heptagone se inaugura hoy por la tarde, a partir de las 17 horas, en la galería V. M. Contreras de la Torre de Rectoría, ubicada en el Campus Norte de la UAEM. La exposición permanecerá abierta hasta el próximo 31 de mayo y la entrada es libre.
Texto publicado em La Jornada Morelos - miércoles 8 de mayo de 2013.
Cuernavaca, estado de Morelos, México.
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